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A região de Castelo Branco foi conquistada aos Mouros por D. Afonso Henriques, que em 1165 a doou à Ordem do Templo, para que os cavaleiros cristãos a defendessem dos infiéis. Em 1198, D. Sancho I confirmou a doacção.
Em 1214, a 1 de Novembro, D. Afonso II, Rei de Portugal, faz doação à Ordem do Templo da parte das terras que tinha na herdade designada por Vila Franca da Cardosa. Numa pequena elevação próxima encontrava-se outra povoação, Moncarche ou Castelo Branco de Moncarche, cujos habitantes a foram abandonando, para se refugiarem nas muralhas protectoras do castelo, erguido pelos Templários no alto da colina.
Castelo Branco recebeu carta de foral pelo Mestre da Ordem do Templo, D. Pedro Alvito em data desconhecida, mas seguramente no séc. XIII. O original do foral encontra-se perdido e as duas cópias estão datadas de 1213 e 1214.
No entanto, o foral de Elvas, de 1271, refere que ali esteve "Domingos Dominguiz alcade de Moncarche com cartas do Mestre e freires da Ordem do Templo a pedir certidão dos boõs foros e os boõs usus e os costumes de Elvas, que se davam e outorgavam aos povoadores de Moncarche vel Castelo Branco de Moncarchino." (J. Ribeiro Cardoso). Ora, em 1271, D. Pedro Alvito já falecera há muito! J. Ribeiro Cardoso aponta como possível solução do problema a lição de Gama Barros: "O que parece indubitável em relação a muitos foraes é que a redução do diploma a escrito foi posterior á constituição do concelho."
Mais tarde, em 1510, D. Manuel concedeu-lhe novo foral.
No séc. XIII, a vida em Castelo Branco desenrolava-se dentro das muralhas e é nos finais da Idade Média, com o aumento demográfico, que a vida cresce para fora destas, alterando assim todo o centro cívico, político e económico. Em 1285, D. Dinis e sua mulher visitam Castelo Branco. Na sequência desta visita, foi mandada construir a cerca da vila, cinta de muralhas que protegiam o casario, obra concretizada já no reinado seguinte, de D. Afonso IV.
No séc. XVI assiste-se à fundação da Misericórdia, à construção dos conventos dos frades Agostinhos (1526) e dos Capuchos (1562) e da Igreja de S. Miguel (Sé). Surgem, no entanto, construções nos arrabaldes da Vila e pouco a pouco as casas foram engolindo as antigas muralhas e uma parte da população estendia-se pelo campo. D. João II, em 1535, concede a Castelo Branco o título de " Vila Notável" .
Nos finais do séc. XVI, o bispo da Guarda, D. Nuno de Noronha, edifica um palácio (Paço Episcopal de C. Branco), actual Museu Tavares Proença Júnior. O edifício, que servia de residência de Inverno aos bispos da diocese da Guarda, e o espaço circundante foram sendo enriquecidos ao longo dos anos pelos bispos que se seguiram,. Na primeira metade do séc. XVIII, o bispo D. João de Mendonça mandou construir o Jardim anexo ao Paço, inspirado na arte barroca de Itália e França.
(...) Em 1771, por alvará de 20 de Março, a carta régia de 15 de Abril, D. José I atribuiu ao burgo albicastrense a categoria de cidade, tendo-se assistido à criação da Diocese de Castelo Branco, pelo Marquês de Pombal, facto decisivo para afirmar a primazia de Castelo Branco.
No séc. XIX, assiste-se a um marasmo na evolução da cidade para o qual contribuíram as tropas de Junot (a primeira coluna do exército invasor chegou a 20 de Novembro de 1807), que se instalaram na cidade, semeando a fome e a destruição. A necessidade da reconstrução levou os particulares a retirarem pedras do castelo e do paço para a reconstrução das habitações e quintais e posteriormente à venda de pedra e telha do castelo pela própria Câmara Municipal (1835). A esta destruição junta-se uma enorme tempestade que assolou a região provocando o desabamento da última torre da muralha (anos 30) . A sede diocesana, criada em 1771, foi extinta em 1881, mas já a cidade era a capital da Beira Baixa.
No início do séc. XX começa a desenhar-se o aspecto actual da cidade. Estende-se por todo o vale, a Nordeste, Este, Sul e Sudoeste do antigo outeiro da Cardosa, com os bairros residenciais (sendo um deles, o Bairro Ribeiro das Perdizes no qual se situa a Escola EB 2/3 Cidade de Castelo Branco) e a zona industrial na periferia . Apesar de ser uma cidade de interior possui uma situação geográfica privilegiada que fez com que, muito cedo, tenha representado o papel de uma terra de encruzilhada (...), fala-se na existência desde o séc. XII de livre circulação de mercadorias e, já no séc. XVII considerava-se (...) como local de passagem obrigatória entre a Beira e o Alentejo.
   
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