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Visita a Óbidos |
Nos dias 13 de Fevereiro e 5 de Março, as turmas de 5º ano desta Escola realizaram uma visita de estudo à Vila de Óbidos. Partimos às 7 horas da manhã.
Quando Chegámos a perto de Óbidos visitámos uma fábrica de cerâmica, onde pudemos observar a feitura e o aperfeiçoamento de peças. Em seguida dirigimo-nos ao Cabo carvoeiro para ver a " Nau dos Corvos" (um rochedo em forma de nau) e almoçámos na praia do Baleal (em Peniche). Voltámos a Óbidos para fazer uma visita à vila. Ao longo da visita foram surgindo algumas rainhas, nomeadamente, D. Catarina D'Aústria, Rainha Santa Isabel e, por fim, D. Leonor. Cada uma delas explicou o que tinha feito pela vila e foi referido o já muito conhecido " Milagre das Rosas" (Rainha Santa Isabel). Visitámos a Igreja de Santa Maria, a Capela de S. Martinho (onde se encontra o túmulo do alcaide Pêro Fernandes), o Pelourinho, o Passadiço e o jardim do Castelo.
Aprendemos imenso e também nos divertimos. Chegámos a casa por volta das oito da noite. Foi um dia em cheio!!!
Clube de Jornalismo, 2º Ciclo
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Uma aventura na vila de Óbidos |
A guia começou assim:
- Sou professora como as vossas professoras, só que dou aulas de uma forma
diferente. Dou aulas ao ar livre.
Feitas as apresentações, lá fomos nós em direcção a Óbidos, para ouvirmos a história daquela vila tão bonita.
(...)
-... Enfim, muito mais vos poderia contar sobre os encantos desta vila, mas...
Ditas estas palavras, ouvimos uns ruídos. Lá estava o António cheio de medo prestes a cair para um buraco escuro que parecia não ter fim.
- Socorro, socorro, ai t- tenho m- medo! - gaguejou o António.
- Tem calma! Deixa-te ir, e não grites, larga as mãos.- aconselhou a Rita.
Agora os olhares dirigiam-se para ela. Estaria louca? Mas para espanto de todos, o António não aguentara mais e caiu obedecendo às ordens da amiga.
- António, estás bem?- gritou a Inês Figueiredo.
- Estou, isto... Oh!...é lindo, saltem! Vão ver que não se vão arrepender - respondeu o António. A turma esgueirou-se para dentro do buraco.
Um mergulho com 800 anos...
- Fixe!- exclamou o Édi.
Tinham recuado no tempo. Ouviam-se muitas campainhas e uma voz suave e doce, como se nos guiasse, dizia:
- Viajar no tempo, é a vossa missão!
- Fujam, eles têm lepra, são as campainhas de que a guia nos falou! - disse apressadamente a Cátia.
Corremos em direcção ao castelo e vimos a rainha Santa Isabel distribuir pão aos gafos e com ela havia alguns criados e aias, que a acompanhavam.
- Que fazeis aqui?- perguntou o Leonardo- É perigoso andar por estes lugares, ainda apanha lepra!
- Sua alteza quer construir aqui um hospital e casas para os gafos poderem viver com melhores condições de vida!- apressou-se a responder uma das aias.
- Podemos ajudar?- perguntou o Manuel.
- Não! É perigoso! Não sei se iam aguentar - argumentou preocupada a rainha.
- Mas podemos arranjar o material - aconselhou a Bia.- Não nos ia fazer mal nenhum um pouco de trabalho.
E assim foi. Trabalhámos dias a fio até que ao encontrar outro buraco idêntico ao primeiro, fizemos as despedidas e continuámos a nossa viagem.
Não tínhamos a certeza, mas naquele lugar toda a gente chorava. Um aldeão disse-nos que se queríamos obter respostas tínhamos de ir ao castelo. E lá fomos, passando por lugares desconhecidos. Por fim, chegámos! No trono estava sentada a rainha D. Leonor inundada em lágrimas que pareciam pérolas.
- Quem sois vós?- perguntou a rainha, limpando as lágrimas ao ver-nos.
- Somos...bem, somos...isso não interessa! Porque chorais minha rainha?- perguntou a Joana um pouco confusa.
- Desculpem, vieram em má altura, eu passo a explicar! O meu filho, o príncipe, caiu do cavalo e afogou-se no rio. Alguns pescadores encontraram-no nas redes de pesca - disse a rainha agora a soluçar fortemente.
- Já sei, porque não constrói um monumento no centro da vila, para honrar a sua alma?- disse a Eliana.
- Obrigado, menina! Vou já mandar vir mestres pedreiros para o fazerem. - As faces da Eliana coraram.
Mais uma boa aventura nos esperava, e não demorámos a encontrar um terceiro buraco.
Continuámos a viajar mais e mais até encontrarmos um espaço em que as pessoas andavam à bulha por um copo de água. O poço da vila secara. Vimos ainda outra rainha, D. Catarina d'Áustria, que estava a mandar construir um aqueduto.
Mas que trabalheira, já está pronto? - perguntou a Cristiana.
- Sim! Só falta um chafariz - respondeu a rainha toda orgulhosa.- Podem ajudar se quiserem.
Aceitámos o pedido e trabalhámos até estar pronta obra. Naquele momento, voltámos a ouvir a tal voz doce e suave que nos trouxe novamente ao mundo real.
Já no autocarro muitos de nós perguntávamos como iria ser o nosso trabalho sobre a visita de estudo à vila de Óbidos.
Eu, depois desta aventura, tinha a certeza que a minha imaginação jamais iria parar.
Filipa Teodoro - 5ºB
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