A sociedade de hoje confronta-nos com novas questões sociais e humanas. Não podemos ignorar a instabilidade e as incertezas do mundo em que vivemos.
Por isso, é importante que os pais, a escola e outros intervenientes sociais unam esforços para que os jovens possam estar melhor preparados para enfrentar esta nova e complexa realidade.
Os pais e encarregados de educação, em particular, são os primeiros e os últimos responsáveis pela educação dos seus filhos, como tal cabe-lhes o direito e o dever de intervirem nas tomadas de decisão dos seus filhos, para que os jovens possam lidar melhor com as suas obrigações e para que possam escolher o percurso formativo mais adequado aos seus interesses, necessidades, conhecimentos e capacidades.
Esta atitude cooperante dos pais é fundamental em todo o percurso escolar. Contudo, é vital, também, que os pais assumam uma postura de compreensão e respeito pelas opções dos seus filhos. As opções dos jovens devem estar de acordo com as suas apetências e capacidades, com os seus desejos e vontades e nunca de acordo com os sonhos ou projecções dos seus pais.
Conscientes das dificuldades sentidas pelos jovens em tomar decisões quanto ao futuro escolar e profissional, muitas vezes associadas a uma deficiente informação das ofertas e alternativas disponíveis, a Escola E.B. 2/3 Cidade de Castelo Branco tem agora um gabinete de psicologia e orientação que proporcionará aos alunos e às suas famílias condições para que possam fazer as suas opções escolares e profissionais necessárias no final da escolaridade obrigatória.
Por vezes, a criança, o jovem e até o adulto necessitam de apoio no sentido de serem capazes de se decidir ou encontrar aquilo que lhes poderá interessar ou o que gostariam de fazer profissionalmente. É nestas situações que a orientação escolar profissional se torna notoriamente mais útil.
À orientação escolar e profissional não cabe definir o "caminho" que o jovem vai seguir mas, sim, apoiá-lo na construção do seu projecto de desenvolvimento pessoal e profissional. Deste modo, as decisões tomadas pelo jovem não têm que determinar necessariamente todo o seu futuro, já que o aparecimento de novos interesses, conhecimentos e oportunidades podem vir a alterar as suas escolhas iniciais.
Sofia Lourenço, Psicóloga